Programa de campanha – PS (IV)

Tenho de confessar que o programa eleitoral do PS foi uma agradavel supresa. Não só é um documento claro como foi muito positivo verificar que o programa eleitoral é quase totalmente identico ao programa eleitoral do grupo em que se insere. Por este motivo não irei detalhar as medidas pois estaria a efectuar um “copy-paste” do meu artigo anterior.

Um dos pontos mais positivos foi a forma clara com que explica como irá tentar alcançar o que propõe, enquadrando realisticamente o PS no seu grupo parlamentar europeu, assim como questões portuguesas numa perspectiva europeia (como por exemplo na temática dos territórios ultra periféricos que enquadra os Açores e a Madeira). Ao ler este programa também se fica a entender, por exemplo, a importância do projecto do TGV, dando-lhe a perspectiva europeia. E também julgo que foi importante o apelo contra a abstenção presente no final do programa. Claramente é um programa que está muito acima da campanha do PS em termos de qualidade.

Mas com nem tudo é mar de rosas, também existem uns “espinhos” neste programa. O primeiro prende-se com a questão da criação dos Eurobonds, que não consegui encontrar no programa do Partido Socialista Europeu. O segundo prende-se com a apresentação do que o PSE vai fazer nos seus primeiros 100 dias de mandato. Embora não haja uma contradição com as medidas do PSE a verdade é que não encontrei esse espaço temporal no programa do PSE.

Por ultimo, e embora não seja um aspecto negativo do programa do PS é algo que devia ser urgente clarificar. Quem lê o programa nota que é incompativel o perfil do próximo Presidente da Comissão Europeia proposto no programa e o perfil de Durão Barroso (por mais “maleável que este seja), pelo que julgo necessário que Socrates explique muito bem o apoio dele à candidatura de Durão Barroso. Estranhamente este facto acaba por favorecer o cabeça de lista do PS, Vital Moreira. Este ao demonstrar ser contra a candidatura de Durão Barroso demonstrou a sua honestidade e compromisso para com o programa que está a defender nestas eleições e o seu eleitorado.

6 comentários:

ejsantos disse...

Olá Stran. Isto é completamente of-topic, mas gostaria de dizer que arranjei o 1984, do Orwel. Mal acabe os exames quero ler bem esse livro.
Cumprimentos

Anônimo disse...

Oi Ejsantos,

Antes demais sabes que por aqui não tens problema de escrever o que te apetecer e isso inclui assuntos off-topic.

Espero que os exames te corram bem. E acho que fizeste uma grande compra, é um grande livro muito para além do simples Big Brother e alusões ao comunismo e nazismo. Espero que gostes e depois quando leres passa por cá para comentar.

Cumprimentos
Stran

ejsantos disse...

Ler mais tarde? Mentirinha!
Não resisti e comecei a ler. A escrita de Orwel é excelente. Já cheguei à parte em que Winston foi capturado e está a ser interrogado por O 'Brien.
MAs terei que reler após os exames.
Cumprimentos

ejsantos disse...

E sim, há muito a comentar!

Stran disse...

"Não resisti e comecei a ler. A escrita de Orwel é excelente."

Concordo 100%. Diz-me uma coisa: Já leste o Animal Farm?

"Já cheguei à parte em que Winston foi capturado e está a ser interrogado por O 'Brien."

Bem já estás bastante avançado será que já chegaste à altura em que... Estou a gozar, obviamente não te ia estragar o prazer que é ler esse livro :-)

"E sim, há muito a comentar!"

Lê rapido e depois passa por aqui para comentar...

ejsantos disse...

Animal Farm? Ainda não. A maior parte dos livros que li, e leio, são de História (fora os de Direito). Recentemente comecei a ler alguns livros de autores de referencia (influencia de Mortimer Adler).
Um dos livros que li recentemente, "Historia da Tortura", de Edward Peters, fez uma referencia a "1984", de Orwel.
Cheio de curiosidade, adquiri e li o livro. Considero-o excepcional, e merece uma 2.ª leitura. E uma 3.ª... É uma história "densa", com muitos significados para perceber.
Espero que um dia faças um post sobre este livro...
Também estou decidido, passada esta época de exames, aler os restantes livros de Orwel, e ainda o "Admirável Mundo Novo" e ainda Arendt. Chamo a isto a colecção totalitária :-)
Cumprimentos