Quase que parece uma contradição utilizar estas duas palavras juntas na mesma frase. No entanto elas nunca fizeram tanto sentido como agora. Obviamente refiro-me aos multiplos casos que têm vindo a publico sobre pedofilia e sobre a actitude que tem vindo em crescendo de reacção às inumeras acusações de pedofilia e encobrimento desses casos.
De agressor a ICAR quer actualmente passar a vitima, vendo nestas criticas um ataque à sua instituição. A estratégia não é nova e não é aplicada apenas em exclusivo pela ICAR. Normalmente é seguida por quem quer desviar a discussão para um campo diferente daquele em que a discussão está.
Um dos problemas dessa estratégia é que a mesma é contraproducente exactamente no campo onde a ICAR quer demonstrar a sua autoritas: o campo da moral. Dado o teor do assunto, não existe acto mais imoral do que o de transformar acusações de pedofilia e encobrimento de pedofilia em ataques à ICAR. Este tema é demasiado sensível para que seja manipulado desta forma.
Mais, numa instituição com regras tão particulares como a que a ICAR tem, deveria ser alvo de uma profunda reflexão e serem tomadas medidas para evitar que tais episódios voltem a acontecer. Não se pode apagar os factos, e muito menos se deve silenciar estes actos, ou ignorar que tal tema assume inportância central na vida da ICAR. Por exemplo a forma como o Cardeal Policarpo reagiu à perguntas do jornalista foi no mínimo indigna de tal representante. Mais, numa altura em que é assumido pela própria ICAR que existe uma taxa de pedofilia nos seus membros, seria muito importante a própria ICAR fazer um levantamento dos casos que ocorreram em Portugal, dado a sua forte presença por cá.
Não se trata de todo de um ataque à ICAR ou aos seus representantes, mas sim tomar a decisão responsável para que não exista mais crimes como os que já ocorreram. E uma coisa eu sei, o tempo é um bem escasso, e enquanto a ICAR escolher gastar o seu tempo em defender-se de ataques imaginários, é tempo que não utiliza na prevenção de novos casos.
Utopiando...
Fiquei surpreendido ao ler que o ocidental que visitou Utopia era português. Tenho de confessar que foi uma optima escolha do escritor pois não consigo imaginar povo mais utópico por esta Europa fora.
Posto isto tenho de confessar que foi uma agradável surpresa ler esta história. Primeiro porque já construimos algumas das instituições que antigamente só existiam naquela ilha. Depois porque fiquei com a sensação que até prefiro viver na minha utopia actual.
É certo que ainda existe muito para construir um mundo mais utópico, mas como dizia o outro o caminho faz-se caminhando.
Não podia terminar sem dizer que me pareceu que os comunistas foram buscar muita, mas mesmo muita, inspiração a este livro. Só tenho pena que o autor não tenha revisitado a utopia pois assim poderia ter alertado os comunistas para alguns dos problemas que já estavam implicitos neste livro, o que evitaria muitos dos erros cometidos pelos mesmos.
Posto isto tenho de confessar que foi uma agradável surpresa ler esta história. Primeiro porque já construimos algumas das instituições que antigamente só existiam naquela ilha. Depois porque fiquei com a sensação que até prefiro viver na minha utopia actual.
É certo que ainda existe muito para construir um mundo mais utópico, mas como dizia o outro o caminho faz-se caminhando.
Não podia terminar sem dizer que me pareceu que os comunistas foram buscar muita, mas mesmo muita, inspiração a este livro. Só tenho pena que o autor não tenha revisitado a utopia pois assim poderia ter alertado os comunistas para alguns dos problemas que já estavam implicitos neste livro, o que evitaria muitos dos erros cometidos pelos mesmos.
Teste
Desculpem estar a chatear com posts que não interessam. Mas tenho de entender como ponho isto a funcionar. Acabei de perder mais um post.
Até parece uma conspiração pois são os de texto...
Vamos ver se é desta.
ok já consegui fazer o copy paste. pelo menos já não perco os textos...
Até parece uma conspiração pois são os de texto...
Vamos ver se é desta.
ok já consegui fazer o copy paste. pelo menos já não perco os textos...
Estou lixado...
Estou lixado. Já perdi três posts escritos no telemovel. Será que é desta que sai...
Post resumido...
Bem já tive a minha primeira experiencia frustante com o meu novo aparelho: perdi um post que tinhs escrito.
Deixo aqui um pequeno resumo do que tinha escrito e que se intitulava "sobrevivi!": basicamente queria agradecer a quem continua a ler os meus posts apesar de nos ultimos tempos tenham sido escassos e nem sempre com a melhor qualidade. Foi um ano muito dificil para mim, no entanto sobrevivi e um pouco deste meu sucesso pessoal devo a vocês. Venho com forças redobradas para voltar a dinamizar este espaço. A vocês o meu sincero obrigado.
Agora julgo que vou acabar de ler uma "utopia" para ter algo que escrever amanhã...
Deixo aqui um pequeno resumo do que tinha escrito e que se intitulava "sobrevivi!": basicamente queria agradecer a quem continua a ler os meus posts apesar de nos ultimos tempos tenham sido escassos e nem sempre com a melhor qualidade. Foi um ano muito dificil para mim, no entanto sobrevivi e um pouco deste meu sucesso pessoal devo a vocês. Venho com forças redobradas para voltar a dinamizar este espaço. A vocês o meu sincero obrigado.
Agora julgo que vou acabar de ler uma "utopia" para ter algo que escrever amanhã...
Telescrevendo
Estou a testar uma nova funcionalidade no meu telemóvel. Bem sei que para a grande maioria isto não é novidade mas para mim é um maravilhoso mundo novo que se abre. Se for funcional certamente conseguirei escrever, ou melhor, telescrever com mais regularidade. Por agora é tudo...
Proibido sonhar!
Andou um “gajo” (neste caso eu) a sonhar com o maravilhoso ano de 2000, para em 2010 ainda estarmos a discutir o que temos discutido desde sempre. Raios, o deficit e a divida pública é do tempo da minha avó (sim a minha avó nasceu em 1908)! Foi bom viver anos 80 e os anos 90 e eu não consigo perceber porque é que não pode ser igualmente bom viver os tempos actuais.
Não entendo porque é que no espaço publico se discute temas tão cinzentos e antiquados como a divida publica, a eficiência, a produtividade e outros temas que rimando com criatividade, de criativos já não lhes resta nada!
Ultimamente anda tudo “salazarento”, a censura volta a ser moda nos partidos, e este ano quase que apetece dizer que só dá Futebol e Fátima, sendo que o Fado é o nosso dia-a-dia. Voltámos a contar tostões, e as nossas abastadas elites a dizer que assim “é que é bom”, uma vida de sacrifício para nada ter. Substituiu-se o copo de vinho pelo chá de Aloé, mas a essência permanece igual.
Quero ouvir falar de outros temas, de outros sonhos, quero imaginar que daqui a 10 anos já não existirá problema de petróleo pois já ninguém utiliza petróleo. Que as já ninguém trabalha, mas sim tem actividades. Em que os hobbies são o trabalho e o trabalho um hobbie. Que já não nos vamos importar por nascer no interior ou no litoral, numa família abastada ou mais humilde, pois as oportunidades serão na sua essência iguais para todos.
Quero conversar e ter como tema de debate o quão mais rápido estão as viagens e como se tornou fácil ir a qualquer ponto do globo, quase que instantaneamente. Quero imaginar um futuro onde a poluição deixou de ser problema e o nosso desperdício já não existe, funcionando tudo numa harmonia e sem desgaste no meio ambiente.
Quero encontrar novos paradigmas, novas formas de pensar, dar utilidade ao que já foi feito e acreditar que muito ainda está por ser feito mas perfeitamente alcançável.
Raios, onde é que saiu o decreto-lei que nos proibiu de uma vez por todas de sonhar?
Não entendo porque é que no espaço publico se discute temas tão cinzentos e antiquados como a divida publica, a eficiência, a produtividade e outros temas que rimando com criatividade, de criativos já não lhes resta nada!
Ultimamente anda tudo “salazarento”, a censura volta a ser moda nos partidos, e este ano quase que apetece dizer que só dá Futebol e Fátima, sendo que o Fado é o nosso dia-a-dia. Voltámos a contar tostões, e as nossas abastadas elites a dizer que assim “é que é bom”, uma vida de sacrifício para nada ter. Substituiu-se o copo de vinho pelo chá de Aloé, mas a essência permanece igual.
Quero ouvir falar de outros temas, de outros sonhos, quero imaginar que daqui a 10 anos já não existirá problema de petróleo pois já ninguém utiliza petróleo. Que as já ninguém trabalha, mas sim tem actividades. Em que os hobbies são o trabalho e o trabalho um hobbie. Que já não nos vamos importar por nascer no interior ou no litoral, numa família abastada ou mais humilde, pois as oportunidades serão na sua essência iguais para todos.
Quero conversar e ter como tema de debate o quão mais rápido estão as viagens e como se tornou fácil ir a qualquer ponto do globo, quase que instantaneamente. Quero imaginar um futuro onde a poluição deixou de ser problema e o nosso desperdício já não existe, funcionando tudo numa harmonia e sem desgaste no meio ambiente.
Quero encontrar novos paradigmas, novas formas de pensar, dar utilidade ao que já foi feito e acreditar que muito ainda está por ser feito mas perfeitamente alcançável.
Raios, onde é que saiu o decreto-lei que nos proibiu de uma vez por todas de sonhar?
No-mad: Reflexões
Existem desejos que surgem por impulsos instantâneos e passageiros. Uma emoção, perto da descarga de adrenalina que te faz agir, ou pelo menos, desejar agir. São fugazes e quase sempre passageiros. Certamente muitos antropólogos, filósofos e psicólogos conseguirão explicar melhor do que eu tais desejos.
E existem aqueles desejos que são o oposto destes. Desejos que estão sempre presentes, mas que pelo nosso contexto, ou força do dia-a-dia, estão dormentes, apenas presentes no nosso subconsciente. No entanto, quando por algum motivo algo desperta em ti esse desejo, o teu consciente acorda para essa realidade.
Viajar é para mim um desses desejos. Não sei explicar os meus impulsos nomádicos. Talvez não tenham explicação. Talvez sejam a herança genética de um antepassado longínquo. No entanto sei que o tenho, esse desejo difícil de explicar, de partir, sem um destino definido a não ser o do caminho a percorrer.
E depois, penso na minha vida, penso na era actual que vivemos. Eu sei que no meio desta crise, no meio desta incerteza toda, tomar tal opção é no mínimo surreal. E o desejo retorna então ao subconsciente, adormecido, à espera de uma oportunidade para voltar a aparecer. Esse não se preocupa com a racionalidade ou irracionalidade, apenas existe sem mais nenhum propósito do que o de ser satisfeito.
E isso faz-me reflectir sobre tudo à minha volta e pensar que, apesar de todas as explicações, as crises que vivemos não passam de períodos de ajustamentos internos entre o que pretendemos e o que fazemos. No fundo estas crises poderão apenas ser um período de reflexão entre o que fizemos até aí e o que realmente queremos fazer desse momento em diante…
E existem aqueles desejos que são o oposto destes. Desejos que estão sempre presentes, mas que pelo nosso contexto, ou força do dia-a-dia, estão dormentes, apenas presentes no nosso subconsciente. No entanto, quando por algum motivo algo desperta em ti esse desejo, o teu consciente acorda para essa realidade.
Viajar é para mim um desses desejos. Não sei explicar os meus impulsos nomádicos. Talvez não tenham explicação. Talvez sejam a herança genética de um antepassado longínquo. No entanto sei que o tenho, esse desejo difícil de explicar, de partir, sem um destino definido a não ser o do caminho a percorrer.
E depois, penso na minha vida, penso na era actual que vivemos. Eu sei que no meio desta crise, no meio desta incerteza toda, tomar tal opção é no mínimo surreal. E o desejo retorna então ao subconsciente, adormecido, à espera de uma oportunidade para voltar a aparecer. Esse não se preocupa com a racionalidade ou irracionalidade, apenas existe sem mais nenhum propósito do que o de ser satisfeito.
E isso faz-me reflectir sobre tudo à minha volta e pensar que, apesar de todas as explicações, as crises que vivemos não passam de períodos de ajustamentos internos entre o que pretendemos e o que fazemos. No fundo estas crises poderão apenas ser um período de reflexão entre o que fizemos até aí e o que realmente queremos fazer desse momento em diante…
Distrito 9
Existem filmes assim! Filmes que te supreendem e que te deixam colados ao ecran até ao final do mesmo. Não vos quero iludir, não é o melhor filme de sempre. Nem fica perto, mas dado os ultimos filmes é sem duvida uma lufada de ar fresco. O que já é muito. Numa área em que quase todos os angulos possíveis e imaginários foram explorados, este filme consegue demonstrar que existe sempre mais um.
Para além da acção e ficção cientifica (diria mesmo muito além) saímos deste filme com a sensação que existem muitos distritos 9 por este mundo fora, ou mesmo aqui em Portugal. Com barreiras invisíveis mas igualmente intransponíveis. Mundos diferentes que coabitando a metros de distância são realidades longinquas. Tão distantes como mundos alienigenas.
É esse o condão deste filme, a surpresa do mesmo, o de falando de algo que não existe, demonstrar-nos o que existe e é bem real!
Para além da acção e ficção cientifica (diria mesmo muito além) saímos deste filme com a sensação que existem muitos distritos 9 por este mundo fora, ou mesmo aqui em Portugal. Com barreiras invisíveis mas igualmente intransponíveis. Mundos diferentes que coabitando a metros de distância são realidades longinquas. Tão distantes como mundos alienigenas.
É esse o condão deste filme, a surpresa do mesmo, o de falando de algo que não existe, demonstrar-nos o que existe e é bem real!
Orgulhosamente Estúpido!
Este post é dedicado ao "aviador" que escreveu este tesourinho deprimente na edição do público (e já agora à mente brilhante que achou que aquilo tinha qualidade para ser publicado).
Tenho de confessar que nos ultimos tempos tenho-me abstido de comentar o grau de estupidez geral que contaminou o mundo politico e jornalistico nos ultimos meses. Tenho de confessar que tem sido dificil para uma pessoa como eu, sempre pronta a fazer uma piadinha rápida das estupidez própria e alheia. Estive quase a escrever algo sobre o Paulo Rangel e a verdadeira memória de peixe que o mesmo tem, ou a comentar o como é mais interessante ser-se americano, pois nestas questões de preciosidades semânticas é muito mais interessante debater-se o conceito de "pratica sexual" do Bill Clinton do que do cinzentão "conhecimento formal" de Socrates.
Resisti assim, heroicamente acrescentaria, a todos estes episódios que pediriam um comentário. Raios, até resisti a comentar a nova "star" Isilda, mas desta vez foi demais...
Tenho de confessar que quando comecei a conviver na blogosfera o primeiro sitio que fui, foi a blogues de extrema-direita. Interessava-me saber como é que tais cerberos funcionavam (se é que funcionavam) e que tipo de argumentação utilizavam. Tenho de confessar que nunca imaginei que passado 3 anos leria esse tipo de argumentação num jornal diário dito de "qualidade".
Tal como naquela altura, a argumentação é fraquissima e demonstra uma falta de raciocinio gritante. No entanto, enquanto anteriormente as pessoas até tinham alguma vergonha e escondiam-se em blogues e nicks, agora não.
Nunca pensei que tais elementos passariam do "orgulhosamente sós" para o menos lirico "orgulhosamente estúpidos".
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